Bean to Bar Brasil

Pode ou não pode?

08 out

Pode ou não pode?

Post publicado por Redação

Confira o que dizem os especialistas sobre a introdução do chocolate na alimentação das crianças.

O Dia das Crianças é, sem dúvidas, uma das datas mais alegres e divertidas do ano. Até quem já contabiliza uns aninhos a mais acaba entrando no clima da brincadeira, principalmente quem tem um pequeno em casa. Não é mesmo?

Se para as crianças é uma das datas mais aguardadas, para os adultos sobra a responsabilidade de comprar aquele presentinho ou proporcionar um passeio diferente e, como não poderia deixar de ser, garantir muito amor, beijos e abraços.

E se na lista de presentes tiver chocolate: pode ou não pode?

A resposta é: depende. Alguns critérios precisam ser levados em conta antes de oferecer o alimento na infância.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, devem ser adicionados gradualmente alimentos sólidos e continuada a amamentação por mais um ano e meio ou mais. No entanto, especialistas recomendam a introdução do chocolate somente após os dois anos de idade.

Para a nutricionista Andréa Lins, especializada em nutrição em obstetrícia, pediatria e adolescência, o ideal é esperar até os dois anos porque a criança está formando o paladar e é preciso fazer com que elas gostem dos alimentos in natura. A partir dos dois anos, então, é possível introduzir o chocolate. A especialista reforça ainda que o radicalismo adotado por muitos pais e responsáveis quando o assunto é doce, não é bom.

“Ser 8 ou 80 não é legal pra nenhum ser humano, inclusive para uma criança. A minha orientação é: se a criança não aprendeu a gostar de chocolate, não é necessário oferecer se ela não está pedindo. Todavia, se a criança já tem o hábito, já foi ensinada e se ela gosta, não tem porquê não deixar a criança comer. Basta respeitar um limite, dentro de um equilíbrio”, reforça Lins.

Segundo especialistas, a recomendação é trabalhar a educação alimentar na primeira infância, que vai do 0 aos 6 anos de vida. Nesse período, a variedade e a forma com que os alimentos são oferecidos terão total influência na formação do paladar e na relação com a comida. “É preciso cuidar dessa fase para que a criança não seja aquele adulto que vai sempre brigar com a balança, que vai sempre ter descontrole na hora de comer, que vai preferir os alimentos industrializados, açucarados e ter problemas futuros, como diabetes, pressão alta, entre outros”, alerta a nutricionista Andréa Lins.

Dessa forma, incentivar bons hábitos na criança fará com que a mesma se torne um adulto consciente e autônomo para fazer boas escolhas alimentares. E quando o assunto é chocolate, por aqui todo mundo já sabe qual é o tipo recomendado aos pequenos, não é mesmo? Aliás, para todas as idades!

A principal diferença entre o chocolate comum e o bean to bar está na quantidade de açúcar e gorduras. A engenheira de alimentos, Luciana Monteiro, especialista em cacau e chocolate, explica que na indústria comum, comumente um chocolate possui 50% de açúcar, até os ditos chocolates amargos. Já no chocolate bean to bar prevalece a maior quantidade de cacau e menor incidência de açúcar.

Da mesma forma, o uso das gorduras também é uma característica muito positiva do chocolate bean to bar, já que a única gordura utilizada é a gordura do cacau, que é a manteiga de cacau, muito mais saudável e saborosa.

A relação dos pequenos com o chocolate exige um pouco de paciência. A nutricionista Andréa Lins explica que o ideal é fazer uma transição gradativa na intensidade do cacau. Ou seja, não adianta trocar o chocolate ao leite por chocolate 70%. O tempo para que o paladar da criança se acostume ao sabor é de, em média, dois meses. Nesse período, é possível ir aumentando a intensidade do chocolate. “Essa transição é possível dentro de seis meses a um ano, depende do quanto o paladar da criança já é viciado nos chocolates açucarados”, esclarece a nutricionista. Já a quantidade e a frequência recomendada depende do dia alimentar da criança, ou seja, o valor total, considerando todos os alimentos ingeridos ao longo do dia, não deve ultrapassar 25g de açúcar.

O fato é que as crianças aprendem pelo exemplo. E no quesito chocolate, modéstia à parte, nós sabemos e muito bem ensinar o que é bom, não é verdade?

Feliz Dia das Crianças! E que mesmo depois de adultos permaneça em nós um pouco da mágica infantil!

Associação Bean to Bar Brasil.